Nos últimos anos, a liderança feminina está à frente de transformações importantes nas organizações, impulsionando resultados e transformando os ambientes de trabalho.
Pesquisas publicadas na Harvard Business Review e na revista científica Nature comprovam que a liderança feminina está relacionada à melhor desempenho financeiro das empresas, maior inovação e relações de confiança entre os times.
Mas infelizmente, o número de mulheres em cargos de liderança ainda está muito aquém do necessário – principalmente no Brasil.
O estudo Women in Business 2024, divulgado pela Grant Thornton Brasil, mostra que atualmente as mulheres ocupam apenas 37% dos cargos de liderança sênior das empresas no Brasil.
Além disso, apenas 23% dos cargos de CEO em empresas de médio porte são ocupados por mulheres. Isso mostra que o cenário precisa mudar, e o primeiro passo é entender a ciência por trás da liderança feminina.
A ciência por trás da Liderança Feminina
As políticas de inclusão e diversidade nas organizações vão muito além do complicance. Elas proporcionam resultados concretos e mensuráveis em diversas áreas da organização, como expansão para novos mercados, maior número total de vendas e aumento do lucro das empresas.
O relatório Diversity matters even more, publicado pela McKinsey, mostra que organizações onde as mulheres ocupam mais de 30% dos cargos de liderança têm significativamente mais probabilidade de superar o desempenho aquelas com menos representatividade.
Aliado a isso, um artigo publicado na Harvard Business Review indica que organizações com maior diversidade em cargos de liderança têm 70% mais chances de conquistar novos mercados.
Falando especificamente do contexto brasileiro, um estudo publicado na Revista de Contabilidade e Inovação analisou 215 empresas brasileiras listadas na B3 entre 2010 e 2019.
Os resultados mostram que o aumento da presença de mulheres nos conselhos administrativos resultou em um crescimento de 19,75% no Return on Equity (ROE) e 23,79% no Return on Assets (ROA).
Em outras palavras, a liderança feminina dá retorno – e muito!
Isso é o resultado de aspectos biológicos e culturais que acompanham as mulheres ao longo das suas carreiras. Por exemplo, culturalmente, as mulheres são direcionadas a desenvolver inteligência emocional, uma habilidade que não é muito incentivada em líderes homens.
E os resultados diretos dessas diferenças são refletidos nas equipes.
Enquanto a liderança feminina é capaz de liderar times pautados na colaboração e vínculos significativos, um estilo de liderança mais agressivo, que pode ser praticado por alguns homens, pode levar à competição em excesso e tomadas de decisão impulsivas.
Ao mesmo tempo, mulheres frequentemente desenvolvem resiliência ao longo de suas carreiras por conta de desafios estruturais presentes no ambiente corporativo, como vieses de gênero, falta de oportunidades equitativas e a necessidade de provar constantemente suas habilidades.
Isso fortalece suas capacidades de tomada de decisão em cenários incertos ou complexos, uma das habilidades essenciais dos líderes do futuro.
Os desafios ainda persistem
Embora os últimos anos tiveram avanços importantes, a verdade é que muitas mulheres no mundo corporativo ainda enfrentam barreiras invisíveis e sobrecarga de papéis sociais.
Isso leva à exaustão, questões relacionadas à saúde mental e bem-estar, e impactos negativos no avanço da carreira.
Uma matéria publicada pela Forbes mostra que apenas 16% das empresas do IBrX100, o índice com as 100 ações mais negociadas na B3, têm 30% ou mais de mulheres nos seus conselhos de administração, segundo um levantamento da PwC Brasil.
Mudar esse cenário não depende apenas de nós, mulheres, mas sim de um compromisso coletivo para transformar a cultura organizacional e promover equidade na prática.
Algumas ações que as empresas podem realizar são:
- Desenvolver programas de mentoria para mulheres líderes
- Criar políticas organizacionais que promovam equidade de gênero
- Incentivar lideranças mais humanas e integrativas
- Educar gestores para reconhecer e eliminar vieses inconscientes
Se a sua empresa quer fazer parte dessa transformação, me envie uma mensagem. Eu acredito que liderança não é apenas gestão, é construir impacto e transformar vidas.
Espero que essas dicas te ajudem a virar a chave que você precisa para transformar a sua carreira e conquistar produtividade sem perder a saúde.
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Referências
Almeida F. Cresce número de mulheres nos conselhos de administração no Brasil. Forbes Brasil. 2024. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-mulher/2024/10/cresce-numero-de-mulheres-nos-conselhos-de-administracao-no-brasil/
Based on the science, diversity matters. Nature Computational Science. 2025. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s43588-025-00778-w
Diversity matters even more: the case for holistic impact. McKinsey & Company. 2023. Disponível em: https://www.mckinsey.com/featured-insights/diversity-and-inclusion/diversity-matters-even-more-the-case-for-holistic-impact
Hewlett SA, Marshall M, Sherbin L. How diversity can drive innovation. Harvard Business Review. 2013. Disponível em: https://hbr.org/2013/12/how-diversity-can-drive-innovation
Silva Araújo Figueira AF, Nascimento Nganga CS, Cordeiro Moreira JC. A presença de mulheres nos conselhos administrativos afeta o desempenho financeiro das empresas? Análise de companhias abertas brasileiras. Revista de Contabilidade e Inovação. 2023;2(1). Disponível em: https://revistas.ufg.br/rci/article/view/75835
Women in Business 2024: cenário brasileiro. Grant Thornton Brasil. 2024. Disponível em: https://www.grantthornton.com.br/insights/artigos-e-publicacoes/women-in-business2024-cenario-brasileiro/